Sugestão de reavaliação da velocidade nos radares da cidade

Não sou a favor da retirada dos radares (“pardais”) instalados na cidade, pois eles têm um papel importante na segurança do trânsito. No entanto, é necessário que a velocidade estabelecida seja reavaliada.

O limite atual de 40 km/h acaba sendo prejudicial ao fluxo normal do trânsito. Na prática, o condutor não trafega a 40 km/h, mas sim a 35 km/h ou menos, já que ninguém quer correr o risco de ultrapassar o limite e ser multado. Quem dirige diariamente sabe bem como isso funciona.

Caso o limite fosse ajustado para 50 km/h, a maioria dos condutores circularia em torno de 45 km/h, o que ainda é uma velocidade segura dentro do perímetro urbano, mas muito mais adequada para manter a fluidez do trânsito.

Com a grande quantidade de radares espalhados pela cidade, inclusive em vias principais, torna-se difícil manter o fluxo de veículos, especialmente daqueles que precisam cumprir horários, como vans escolares, ônibus, viaturas policiais e ambulâncias.

Diante disso, fica a sugestão para que o prefeito, em conjunto com a SUTRAM, reavalie os limites atuais e estude a possibilidade de elevar a velocidade para 50 km/h em alguns trechos, garantindo mais fluidez sem comprometer a segurança.

O ChatGPT pod
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Janeiro Roxo: Ilhéus intensifica ações de combate à hanseníase e enfrentamento ao preconceito

Programação organizada pelo Programa Municipal de Controle da Tuberculose e Hanseníase reúne ações educativas, oficinas, atendimentos em áreas vulneráveis e capacitação

O mês de janeiro marca o Janeiro Roxo, período dedicado à conscientização sobre a hanseníase, e em Ilhéus a campanha ganha força com uma programação ampla e contínua, organizada pelo Programa Municipal de Controle da Tuberculose e Hanseníase da Prefeitura de Ilhéus por meio da Secretaria Municipal de Saúde. Em entrevista, a coordenadora do programa, Eliana Melo, destacou que o objetivo vai além de um mês específico: é promover informação, diagnóstico precoce, tratamento oportuno e, principalmente, o combate ao estigma e ao preconceito ainda associados à doença.

Segundo Eliana, apesar de a hanseníase ser uma doença antiga, com tratamento e cura disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ela ainda representa um importante problema de saúde pública. “O preconceito persiste muito por falta de informação e também pelas deformidades físicas que podem ocorrer quando o diagnóstico é tardio. É justamente isso que queremos evitar”, explicou.

A coordenadora reforça que o município vem adotando a perspectiva de trabalhar a hanseníase “de janeiro a janeiro”, com ações permanentes, intensificadas neste mês simbólico. Entre os destaques da programação estão atividades voltadas a populações em maior situação de vulnerabilidade, como pessoas privadas de liberdade e comunidades indígenas.

O Projeto Espelho Meu, por exemplo, será realizado em dois momentos durante o Janeiro Roxo, com foco na detecção precoce de casos e na disseminação de informações sobre sinais e sintomas da doença. As ações acontecerão no Presídio Ariston Cardoso e na Aldeia Igalha, localizada no distrito de Olivença.

Na última semana de janeiro, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e as Estratégias de Saúde da Família (ESF) também estarão mobilizadas com atividades educativas e distribuição de panfletos durante consultas e visitas domiciliares, ampliando o alcance das informações junto à população.

Outro ponto importante da programação é a articulação com o meio acadêmico. No dia 27 de janeiro, será realizada uma oficina com estudantes do 6º período do curso de Medicina da UESC, abordando a hanseníase sob os aspectos epidemiológicos, clínicos e, principalmente, a avaliação neurológica simplificada. “Temos identificado muitos casos em estágios avançados da doença em Ilhéus, o que demonstra a necessidade de fortalecer a formação e a capacitação dos profissionais de saúde”, ressaltou Eliana.

A campanha também integra o cuidado com a saúde mental, dialogando com o Janeiro Branco. No dia 29 de janeiro, será realizada a oficina “Tocando a pele de quem sente na pele”, voltada aos pacientes do programa, com a participação de psicóloga e práticas integrativas, como aromaterapia, auriculoterapia e orientações de autocuidado, incluindo hidratação e lubrificação de mãos e pés. “A hanseníase afeta a autoestima e a capacidade funcional, impactando diretamente a saúde mental. Precisamos olhar para o paciente de forma integral”, pontuou.

A programação tem início no dia 20 de janeiro, com a participação da equipe da referência em um webinário sobre o cuidado da população indígena, e segue até o dia 30, quando as ações do Janeiro Roxo serão concluídas.

Por fim, a coordenadora reforçou informações essenciais sobre a doença. A hanseníase é causada por uma bactéria, transmitida principalmente pelas vias respiratórias, e afeta sobretudo a pele e os nervos periféricos. Os principais sinais são manchas na pele com alteração de sensibilidade — geralmente sem dor —, dormência, formigamento, fraqueza muscular, dor nos nervos e, em alguns casos, nódulos ou infiltrações na pele…

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Cresce busca por técnicas de preservação da fertilidade no Brasil

Com mais de 128 mil congelamentos de embriões e 14.893 ciclos de congelamento de óvulos realizados em 2024, dados revelam maior conscientização sobre a importância do aconselhamento reprodutivo e da preservação da fertilidade para possibilitar uma gravidez no futuro. Na Bahia, a técnica de congelamento de óvulos teve um aumento de quase 26%

 

De acordo com relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio), da ANVISA, mais de 128.180 congelamentos de embriões foram realizados em centros de reprodução assistida no Brasil, no ano de 2024, um aumento considerável de 12,35% em relação ao ano anterior (2023), quando  foram registrados 114.086 congelamentos de embriões. O número de ciclos de congelamento de óvulos realizados também aumentou de 13.921 em 2023 para 14.893 em 2024, um crescimento de 6,98%. O relatório também revela que quase 56 mil ciclos de Fertilização in Vitro foram realizados no país em 2024.  “O aumento exponencial do número de congelamentos de embriões e de congelamento de óvulos reforça a realidade do mundo contemporâneo com a tendência de postergar a maternidade”, afirma  Gérsia Viana, especialista em medicina reprodutiva e diretora médica da  Huntington Cenafert, clínica que integra um dos principais grupos de Reprodução Assistida do Brasil.

Na Bahia, 2593 embriões foram congelados em 2024, superando o ano anterior, 2023, quando foram registrados 2.524 congelamentos. Já a técnica de congelamento de óvulos registrou um aumento de 25,9% no estado, subindo de 390 ciclos de congelamento realizados em 2023 para 491 em 2024.

 “Felizmente, esses números revelam também uma maior conscientização sobre a necessidade de planejar uma gravidez futura, uma vez que a fertilidade feminina entra em declínio com o avanço da idade, dificultando uma gestação espontânea”, afirma Gérsia Viana. “A mudança de perfil da mulher moderna, que hoje prioriza sua carreira, decidindo, muitas vezes, ter filhos numa fase mais avançada da sua vida, após os 38 anos, é um dos principais fatores pela procura crescente pelos tratamentos de reprodução assistida”, acrescenta.

Aliada a isso, a medicina evoluiu bastante também e, hoje, a mulher conta com recursos como o congelamento de óvulos e de embriões, que permitem programar a maternidade com segurança num momento mais adequado.

Criopreservação de óvulos

Uma das alternativas para preservar a fertilidade feminina é a técnica de vitrificação. Considerado um método avançado, a vitrificação é realizada através da criopreservação de gametas femininos (óvulos) e proporciona taxas de gestação altas, uma vez que o procedimento preserva as características, a idade e a qualidade dos gametas femininos. O sucesso da técnica está associado com a idade da mulher no momento do congelamento e a quantidade de óvulos congelados, a recomendação é que o congelamento seja realizado antes dos 35 anos de idade. Quanto mais jovens forem os óvulos congelados e em maior quantidade, maior a chance de uma fertilização bem sucedida. Apesar da recomendação, a busca por congelamento de óvulos tem crescido tanto entre mulheres com menos de 35 anos quanto em mulheres 35+.

A técnica de vitrificação traz uma nova perspectiva para a mulher moderna, que foca sua vida no crescimento profissional e só a partir de uma idade mais avançada começa a pensar na maternidade.

Congelamento de embriões

O método de congelamento de embriões para futura implantação no útero é outra alternativa importante para preservação da fertilidade. Nesse caso, é feito o procedimento de Fertilização in Vitro. Os óvulos coletados são fertilizados com o espermatozoide do parceiro ou sêmen de doador e os embriões obtidos são congelados para serem implantados no momento que a paciente decidir pela gravidez.

“A indicação de cada técnica é individualizada e depende de vários aspectos, que devem ser alinhados adequadamente entre a paciente e o especialista em medicina reprodutiva”, explica  Gérsia Viana.

Novos modelos familiares representam mais de 50% no Brasil

Outro fator que contribui para a busca por tratamentos de fertilização é a formação de novos modelos familiares. Mãe solo, pai solo, filhos com duas mães ou dois pais, famílias coparentais (quando há o desejo de ser pai e de ser mãe, mas sem casamento e sem relação sexual), famílias “mosaico” (aquelas em que os pais casaram mais de uma vez e têm filhos de relações anteriores e da atual). Atualmente, essas diversas estruturas representam mais de 50% das famílias brasileiras.

Segundo o Censo Demográfico 2022, realizado pelo IBGE, as famílias tradicionais formadas por casais com filhos representam 42% do total dos arranjos familiares no Brasil.

“Nesse contexto do Século 21, com todos os avanços sociais e da própria medicina reprodutiva, os tratamentos de reprodução assistida têm tido um papel fundamental para garantir os direitos reprodutivos dos indivíduos e possibilitar a constituição de estruturas familiares diversas, trazendo inclusão e ampliando as possibilidades de maternidade e paternidade”, destaca Gérsia Viana.

Aconselhamento reprodutivo

Em Salvador, a Huntington Cenafert conta com serviço de aconselhamento reprodutivo para mulheres que atingiram 30 anos de idade e que sonham em ser mães no futuro ainda indefinido. Além da consulta com especialista em medicina reprodutiva, que vai avaliar o histórico familiar da paciente, hábitos de vida que podem comprometer a fertilidade e a regularidade do seu ciclo menstrual, dentre outros fatores, a mulher passa também por exames de sangue e de imagem para identificar possíveis fatores de risco para infertilidade, como questões hormonais, reserva ovariana e infecções que podem comprometer o aparelho reprodutor.

A recomendação é que uma mulher com menos de 30 anos e vida sexual ativa, que deseja ser mãe, pode esperar até dois anos para que aconteça a gravidez se ela já foi avaliada por um especialista e não apresenta nenhum problema que possa afetar sua fertilidade. Caso a mulher tenha mais de 30 anos não deve aguardar mais que um ano para iniciar uma investigação com o especialista. Se atingiu 35 anos, o prazo de espera não deve ultrapassar seis meses. “Mulheres a partir dos 40 anos que desejam ter filhos devem buscar ajuda especializada de imediato”, orienta Gérsia Viana.

 

Incubadora de embriões com tecnologia de ponta e integrada a Inteligência Artificial: marco na reprodução assistida

Um dos desafios dos tratamentos de reprodução assistida é garantir a implantação do embrião no útero da futura mãe para que a gravidez aconteça e se desenvolva de forma saudável, evitando a repetição de ciclos de Fertilização in Vitro, que costumam ter um custo emocional e financeiro para os pacientes que buscam ajuda especializada para ter filhos. Para otimizar esse processo, a Huntington Cenafert implantou, de modo pioneiro em Salvador, uma incubadora de última geração que permite monitorar o desenvolvimento do embrião em tempo real e sem manipulação externa. Trata-se do EmbryoScope® Plus, equipamento de alta tecnologia que funciona com um sistema de vídeo time-lapse capaz de gerar imagens a cada 10 minutos, permitindo avaliar com precisão padrões do crescimento embrionário, 24 horas por dia, sete dias por semana.

“Essa tecnologia é um marco na reprodução assistida na Bahia e uma tendência nos principais centros e laboratórios de reprodução assistida do mundo”, destaca Gérsia Viana. “O embrioscópio possibilita a análise de um grande número de informações do desenvolvimento embrionário e, consequentemente, auxilia na escolha do melhor embrião que será transferido ao útero”, acrescenta a especialista.

O equipamento permite selecionar com mais precisão o embrião em melhor condição e, no momento mais adequado, para transferência para o útero da mulher, através de um processo seguro e eficiente. Outro diferencial é que o novo aparelho também possibilita que os pacientes possam visualizar imagens do embrião durante seu processo de evolução.

No método tradicional, os embriões precisavam ser retirados do seu cultivo na incubadora para avaliação através de um microscópio externo. Com a incubadora dotada do sistema de vídeo time-lapse e integrada à inteligência artificial Maia (desenvolvida pela Grupo Huntington), os embriões não precisam ser manipulados fora do seu ambiente durante todo o período de cultivo laboratorial.

Sobre a Huntington Cenafert

Localizada no bairro de Ondina, em Salvador, a Huntington Cenafert é uma clínica especializada em reprodução assistida e tem como missão garantir uma atenção integral e humanizada a pessoas que sonham em ter filhos.

Ao longo de sua atuação, a clínica já contabiliza mais de 3.500 bebês nascidos através das diversas técnicas de reprodução assistida.

O laboratório de reprodução assistida da clínica oferece tecnologia de ponta para a realização dos procedimentos com eficácia e segurança. O paciente infértil conta com o suporte de uma equipe médica multidisciplinar, experiente e qualificada, e com serviços que vão desde o atendimento de casos mais simples – solucionados com tratamento de menor complexidade – até aqueles que exigem o emprego de técnicas avançadas no campo da reprodução assistida.

A Huntington Cenafert integra um dos principais grupos de Reprodução Assistida do Brasil.

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Convulsão não é epilepsia Entenda a diferença após o caso de Henri Castelli no BBB 26

A convulsão sofrida pelo ator Henri Castelli (47) durante uma prova do Big Brother Brasil 26, na última quarta-feira (14), reacendeu um alerta importante: nem toda crise convulsiva significa epilepsia. Após ser atendido pela equipe médica do programa e retornar à casa, o participante voltou a passar mal horas depois e precisou de novo atendimento. Segundo a produção, ele está bem e segue em observação. O episódio, acompanhado por milhões de telespectadores, virou um gancho para esclarecer uma confusão comum — e potencialmente perigosa — entre uma crise isolada e a doença neurológica crônica.

Crises convulsivas podem ocorrer em qualquer pessoa, em diferentes fases da vida, e por motivos variados. Já a epilepsia é uma condição médica caracterizada por crises recorrentes, sem causa imediata aparente. A distinção é fundamental para o diagnóstico correto e para evitar estigmas desnecessários.

Crise convulsiva: o que é e por que acontece

Segundo o neurologista Ricardo Alvim, coordenador do Serviço de Neurologia do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS), uma crise convulsiva acontece quando há uma descarga elétrica anormal e excessiva no cérebro, provocando sintomas como perda de consciência, movimentos involuntários, rigidez muscular e, em alguns casos, confusão mental após o episódio. Febre alta, desidratação, privação de sono, uso de álcool ou drogas, infecções, alterações metabólicas e até situações de estresse intenso podem desencadear uma convulsão isolada.

“O cérebro pode reagir a agressões momentâneas com uma crise convulsiva, sem que isso signifique uma doença neurológica crônica”, explica o especialista. “Em muitos casos, após investigação, o paciente nunca mais apresenta outro episódio”, completa. Uma convulsão única exige avaliação médica, exames complementares e acompanhamento neurológico, mas não necessariamente significa o diagnóstico de epilepsia. O uso de medicação anticonvulsivante precisa ser avaliado de forma individual.

Epilepsia: quando a crise vira diagnóstico

A epilepsia é definida pela ocorrência de duas ou mais crises não provocadas, em momentos distintos, sem uma causa imediata identificável. Trata-se de uma condição neurológica crônica, que pode ter origem genética, estrutural, infecciosa ou desconhecida.

“Na epilepsia, o cérebro tem uma predisposição persistente a gerar crises”, afirma o coordenador da UTI Neurológica do HMDS, Jamary Oliveira Filho. “É diferente de uma convulsão desencadeada por febre, hipoglicemia ou exaustão. O tratamento é contínuo e individualizado”.

Os sintomas variam. Nem toda crise epiléptica envolve convulsões. Algumas se manifestam como lapsos de consciência, olhar fixo, movimentos repetitivos ou sensação de déjà-vu.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito a partir da história clínica, exame neurológico, eletroencefalograma (EEG) e exames de imagem, como a ressonância magnética. No caso de crises isoladas, o foco é identificar a causa e evitar novos gatilhos.

Já na epilepsia, o tratamento costuma incluir medicamentos anticonvulsivantes de uso contínuo, e, em casos específicos, cirurgia ou terapias complementares. “Com o tratamento adequado, a maioria das pessoas com epilepsia pode ter uma vida plenamente ativa. O maior desafio ainda é o preconceito”, destaca Alvim.

Como agir durante uma convulsão

Diante de uma crise convulsiva, a orientação é manter a calma e priorizar a segurança da pessoa. O ideal é colocá-la de lado, para evitar aspiração de saliva, afastar objetos que possam causar ferimentos e proteger a cabeça. Não se deve tentar segurar os movimentos, nem colocar objetos na boca.

“Intervenções inadequadas podem causar mais danos do que a própria crise”, alerta Jamary. “Se a convulsão durar mais de cinco minutos, ocorrer em sequência ou se a pessoa não recuperar a consciência, é fundamental acionar o serviço de emergência”, orienta.

Prevenção e atenção aos sinais

Dormir bem, manter uma alimentação equilibrada, evitar álcool em excesso e seguir corretamente o uso de medicamentos são medidas importantes para reduzir o risco de crises. Em pessoas com epilepsia, a adesão ao tratamento é decisiva para o controle da condição.

O caso de Henri Castelli, ainda sem diagnóstico divulgado, mostra como episódios desse tipo podem acontecer até em pessoas aparentemente saudáveis. Mais do que gerar especulações, situações como essa ajudam a informar, orientar e quebrar mitos.

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*Após 82 dias na UTI e um final feliz, gêmeos recebem alta e ganham certificado de vencedor no Materno-Infantil de Ilhéus*

Para muitos bebês, o nascimento é seguido de uma permanência prolongada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal. Esse período é um tempo de intensa batalha, mas também de grande ansiedade, dedicação e esperança para suas famílias e para a equipe médica. Para o casal Jemima Santos Galdino e Emerson Fernandes Fagundes, foram 82 dias de espera até, finalmente, chegar a alta hospitalar.

Pierry Levy e Pedro Ethan nasceram prematuros, com 32 semanas de gestação, no Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus. A gravidez de alto risco levou Jemima, natural de Itacaré, a um parto cesariano e, uma hora depois do nascimento dos dois bebês, eles já estavam na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do HMIJS, unidade da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) gerida pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS). “Foram 82 dias vivendo intensamente, uma montanha-russa, um processo desafiador”, lembrava a mãe dos gêmeos enquanto comemorava o feliz desfecho e a alta hospitalar.

*Amadurecimento*

“Eles nasceram com baixo peso, mas eu, na realidade, não tinha noção do que era um bebê prematuro e, então, na minha cabeça, ia ficar só um tempinho. Não sabia como funcionava o universo de uma UTI. Amadureci uns cinco anos em três meses”, destacou Jemima. Ela lembrou que, para além da equipe do hospital, a Sala das Mães, que abriga mulheres passando pela mesma situação que ela passou, foi fundamental para vivenciar os tempos mais difíceis nesses quase três meses de ambiente hospitalar.

Para os pais, esse período é uma verdadeira montanha-russa emocional. A separação física, a observação do sofrimento do filho, o barulho constante dos aparelhos e a incerteza do futuro geram estresse e ansiedade. No entanto, a UTI também se torna um ambiente de aprendizado e empoderamento. Com apenas 21 anos, Jemima disse que se viu fazendo amizade com mulheres que poderiam até ser sua própria mãe. “Foi a construção do aprender a ser mãe no meio de uma diversidade que a gente nem imagina. Encontrei e fui apoio também”, lembra, emocionada. Ao receber alta, a equipe da UTI Neonatal do HMIJS fez a entrega do Certificado de Bebê Vencedor à família.

*Chance para a vida*

Para Ilhéus e outros municípios próximos, somente a partir de dezembro de 2021 foi possível vivenciar esta realidade do parto e das UTIs para os recém-nascidos em um mesmo ambiente hospitalar. Até então, recém-nascidos que necessitavam de terapia intensiva eram transferidos para outras cidades ou até mesmo para Salvador. Com a inauguração do Hospital Materno-Infantil pelo Governo do Estado, um investimento de mais de R$ 40 milhões, essa realidade mudou. Desde a sua inauguração, mais de 1.400 recém-nascidos já passaram pela UTI Neonatal do HMIJS.

O hospital tem 105 leitos de internação, sendo 10 de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neo) e 25 de semi-intensiva; capacidade para atender urgências e emergências de toda a região; além de cinco leitos no Centro de Parto Normal Intra-hospitalar. Está estruturado para a assistência ao parto de risco, gestação de alto risco, cuidado intensivo e intermediário neonatal, e cuidado intensivo e clínico às crianças. O funcionamento é 24 horas, com acesso por demanda espontânea e referenciada, integrada aos pontos de atenção primária.

*Referência*

A unidade tem porta aberta de maternidade, leitos de UTI neonatal e semi-intensivo, leitos de canguru e centro de parto normal. Além disso, a unidade pediátrica conta com 23 leitos e mais 10 leitos de UTI pediátrica, que serão 100% regulados. Além da realização de partos e da internação, o hospital oferece atendimento ambulatorial especializado em pré-natal de alto risco, consultas especializadas em obstetrícia, cardiologia, enfermagem, nutrição e psicologia. A unidade funciona também como um polo de desenvolvimento de ensino, reunindo formação acadêmica, pesquisa e produção de conhecimento científico e tecnológico em saúde.

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Cem quilos de carne com tuberculose bovina são apreendidos na Bahia

  1. Cem quilos de carne contaminada com tuberculose bovina foram apreendidos em Ibicaraí, no sul da Bahia, na última sexta-feira (20). O material foi encontrado em uma área pública cedida pela prefeitura para açougueiros locais. A doença, considerada uma zoonose grave, pode ser transmitida ao ser humano pelo consumo de alimentos infectados.

De acordo com a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), o material foi localizado após uma denúncia. A operação contou com apoio da Vigilância Sanitária do município.

Cem quilos de carne com tuberculose bovina são apreendidos na Bahia.Foto: Imagem Ilustrativa | Agência Brasil

Agência Brasil

O dono da carne não foi encontrado no local. Por isso, a ação foi direcionada ao responsável pela manutenção logística e de higiene do espaço. Foram lavrados um termo de apreensão e outro de inutilização, e o material foi destruído.

 

Segundo Lorena Silva, médica veterinária da Adab que integra a equipe sanitária do litoral sul, a carne estava prestes a ser colocada à venda. “Ela não estava exposta ainda, mas seria comercializada no dia seguinte, sábado, que é o dia típico de feira no município”, explicou em entrevista ao g1.

Foto: Adab

Foto: Adab

Na última semana, uma operaçao no bairro Jardim das Margaridas, em Salvador, a Polícia Civil da Bahia apreendeu 330 quilos de carne impróprias para consumo sendo transportadas em condições inadequadas de higiene e refrigeração.

 

A ação foi conduzida por equipes da 6ª Delegacia Territorial de Brotas (DT/Brotas), que identificaram o uso de um caminhão sem as condições sanitárias exigidas para o transporte de alimentos. No local, dois homens, de 22 e 24 anos, foram flagrados durante o transbordo da mercadoria e levados à delegacia.

 

Segundo a polícia, a carne não possuía o Selo de Inspeção Federal (SIF) nem nota fiscal. O material apresentava sinais de má conservação e presença de insetos. Os suspeitos admitiram o transporte irregular.

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Dia D de vacinação contra a raiva imuniza quase 3 mil animais em Ilhéus

  • Campanha segue em setembro para atingir a meta de 95% de cobertura vacinal em cães e gatos

A Prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, segue com a campanha de vacinação contra a raiva. Até o dia 29 de agosto, já foram vacinados 3.347 cães e 1.166 gatos, totalizando 4.513 animais imunizados nas zonas rural e urbana do município.

Somente no Dia D da campanha, realizado neste sábado (30), foram vacinados 2.218 e 694 gatos, alcançando 2.912 animais atendidos em sete pontos estratégicos da cidade.

A meta estabelecida para 2025 é imunizar 16.246 cães e 4.582 gatos, alcançando 95% de cobertura vacinal. A campanha continua durante o mês de setembro, oferecendo vacinação tanto na zona rural quanto na zona urbana.

Segundo Walquíria Cardeal, técnica de imunização da Rede de Frio de Ilhéus, a mobilização superou as expectativas:
“Neste sábado, o movimento foi intenso nos sete pontos de vacinação. Alguns locais, como Nossa Senhora da Vitória, Hernani Sá(Urbis) e o Centro, tiveram maior procura, o que já era esperado por serem bairros mais populosos. A adesão tem sido muito boa desde o início da campanha e, no Dia D, conseguimos alcançar ainda mais tutores que não conseguem levar seus animais durante a semana.”

A população também aprovou a iniciativa. Joaquim Souza, morador do bairro da Conquista, disse que soube da campanha pela imprensa e aproveitou o dia de folga para levar o cãozinho para vacinar. Já Marília dos Santos contou que, ao saber da vacinação, avisou os vizinhos para que levassem seus cães e gatos. Além de incentivar os demais, ela também levou seu pet para receber a dose.

Walkíria Cardeal reforça a importância da imunização:
“A vacina contra a raiva é fundamental não apenas para os animais, mas também para os seres humanos, já que a raiva é uma zoonose grave. Por isso, os tutores precisam ter a consciência de vacinar seus animais uma vez ao ano.”

Além das ações itinerantes, o ponto fixo de vacinação funciona no CAE III, de segunda a sexta-feira, sempre pela manhã. A população pode levar cães e gatos para imunização até o final da campanha, em setembro.

Por ASCOM SESAU

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Materno-Infantil de Ilhéus promove Pit Stop e alerta sobre a importância do Agosto Lilás

Unidade referência no acolhimento e atendimento às mulheres e crianças vítimas de violência sexual na região sul do estado, o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, obra do governo da Bahia administrada pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), realizou nesta sexta-feira (29) um pit stop na principal avenida do bairro da Conquista, onde o hospital está localizado, destacando a importância do Agosto Lilás, movimento de conscientização e combate à violência contra a mulher no Brasil.

A iniciativa desta sexta-feira intitulada “Não se cale para a violência: denuncie”, contou com o apoio do grupo da Polícia Militar que atua na aplicação da Lei Maria da Penha através do atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.

*Série histórica*

De janeiro de 2023 até agosto deste ano, Ilhéus registrou 414 casos de violência contra as mulheres, sendo 30 de violência sexual. Na série histórica de casos de violência por gênero, neste mesmo período foram notificados 29 casos tendo mulheres como vítimas. E um caso do sexo masculino. As mulheres pardas são a grande maioria das vítimas.

“A escalada da violência contra a mulher em todo o Brasil é um problema grave e multifacetado, com raízes históricas e sociais profundas. Não se trata de atos isolados, mas sim de um processo contínuo e progressivo que pode começar com agressões verbais e psicológicas e culminar em violência física e, em casos extremos, no feminicídio”, destacou a diretora-geral do HMIJS, Domilene Borges.

*Iniciativas*

Durante todo o mês de agosto, o Hospital Materno-Infantil promoveu iniciativas contemplando as trabalhadoras da unidade e, também, pacientes atendidas e internadas. Pit stops foram promovidos internamente e uma capacitação promovida pelos técnicos do Núcleo de Saúde do Território Litoral Sul debateu o tema “Assistência às vítimas de violência sexual e exposição à material biológico”.

Durante o manifesto de hoje, foi criado um mural de apoio à iniciativa, contendo digitais dos apoiadores, que permanecerá disponível para adesão na recepção principal do hospital. As primeiras digitais a constar simbolicamente no manifesto foram da subcomandante da ronda Maria da Penha, subtenente Iara e da diretora-geral do HMIJS, Domilene Borges.

*Referência*

Única maternidade 100 por cento SUS do sul da Bahia, o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio foi inaugurado em dezembro de 2021. Possui 105 leitos para obstetrícia, partos normal e de alto risco, pediatria clínica, UTIs pediátrica e Neonatal. É, também, a única unidade hospitalar do estado especializada no atendimento aos Povos Indígenas do estado.

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*Testes de Triagem são garantidos para crianças nascidas no Hospital Materno-Infantil de Ilhéus*

Residente em Camamu, baixo-sul da Bahia, Joelma Soares teve o seu segundo filho no Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, unidade da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) gerida pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS). Nos primeiros testes de triagem, realizados ainda na unidade, Gabriel foi diagnosticado com anquiloglossia, a popular “língua presa”, uma condição caracterizada por um frênulo lingual curto ou espesso, que restringe os movimentos da língua. A cirurgia corretiva que terá que passar é simples. A frenotomia, é um procedimento para cortar ou remover o tecido que prende a língua ao soalho da boca, liberando-a para movimentos adequados. Quando mais cedo ocorrer, melhor.

Toda criança nascida no HMIJS passa por diversos testes de triagem neonatal, que incluem, além do exame da linguinha, os da orelhinha, coraçãozinho e olhinho. Desde a inauguração da maternidade, a única 100% SUS na região, 36 mil 500 testes já foram realizados. A maioria ainda na condição beira-leito, antes da alta hospitalar. Mas em alguns poucos casos, o agendamento necessita ser feito no Ambulatório do HMIJS.

*Segurança*

De posse de um relatório conclusivo, os pacientes indicados para a cirurgia devem procurar unidades credenciadas, pelo sistema de regulação, para a realização da intervenção cirúrgica. “Se não fosse o teste eu não saberia que ele nasceu com a língua presa. Gabriel teria adiante dificuldade de pronunciar algumas frases”, destacou a mãe. Os especialistas revelam que os sinais e sintomas incluem a dificuldade em levantar a língua, movê-la de um lado para o outro, ou estendê-la além dos dentes. Para além da fala, a condição dificulta a alimentação ou mastigação, e frequentemente torna-se necessário um tratamento fonoaudiológico para auxiliar na reabilitação.

Joelma elogia a iniciativa do serviço prestado no HMIJS. O primeiro filho dela, hoje com nove anos, não passou por testes como este. “Contar com os testes nos dá segurança de que o processo de desenvolvimento da criança está acontecendo de forma segura, sem intercorrências”, justificou.

*Referência*

O Hospital Materno-Infantil conta 105 leitos de internação, sendo 10 de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neo) e 25 de semi-intensiva; capacidade para atender urgências e emergências de toda a região; além de cinco leitos no Centro de Parto Normal Intra-hospitalar. Está estruturado para a assistência ao parto de risco, gestação de alto risco, cuidado intensivo e intermediário neonatal e cuidado intensivo e clínico às crianças. É a única unidade hospitalar da Bahia habilitada pelo Ministério da Saúde para atendimento aos Povos Originários. O funcionamento é 24 horas, com acesso por demanda espontânea e referenciada, integrada aos pontos de atenção primária.

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Mãe celebra alta de recém-nascida com gesto de fé e exalta atendimento de excelência do Materno-Infantil de Ilhéus*

Entre 18 de julho, data em que chegou para dar à luz, e 20 de agosto, quando finalmente pôde retornar para casa, Sabrine Oliveira enfrentou dias difíceis, de altos e baixos com a pequena Marina, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio (HMIJS), em Ilhéus. Nesse período, ela se sustentou na fé e na confiança na equipe de profissionais da unidade.

Com um quadro delicado de diabetes gestacional, Sabrine viu, após o parto, a filha ser imediatamente transferida para a UTI para tratar de uma anoxia — deficiência de oxigênio no cérebro, comum em diagnósticos como o dela.

*Longe de casa, mas não sozinha*

Natural de Piraí do Norte, município a cerca de 180 quilômetros de Ilhéus, Sabrine e o marido, Mateus, encontraram na equipe do hospital o apoio de que precisavam para seguir firmes e confiantes na cura e na alta hospitalar da filha. “Tive um atendimento maravilhoso, apoio de psicólogos, fisioterapeutas, médicos, enfermeiros, equipe da assistência social. A todo momento iam lá no quarto saber como eu estava”, elogia.

A convivência com a sua realidade e a de outras mães inspirou-a a fazer uma promessa: caso saísse com a filha totalmente recuperada, faria todo o percurso da alta nos corredores do hospital de joelhos. Ontem, emocionada, Sabrine pôde, finalmente, cumprir o prometido.

*Comemoração*

“Saímos bem, com ela viva, sem sequelas. Felizes e emocionados”, disse. Para Sabrine e Mateus, a terceira filha do casal é um milagre da vida.

Única maternidade 100% SUS do sul da Bahia, o Materno-Infantil é uma obra do Governo da Bahia, gerido pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS). Possui 105 leitos para obstetrícia, partos normal e de alto risco, além de pediatria clínica e UTIs pediátrica e neonatal. A unidade já ultrapassou a marca de 11 mil partos e é a única do estado habilitada pelo Ministério da Saúde para atendimento especializado aos Povos Indígenas.

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