*Junho Verde: Puérperas de 17 municípios atendidas no Materno-Infantil de Ilhéus são agraciadas com mudas de Pau Brasil*

A campanha de distribuição de mudas de Pau Brasil às puérperas que durante o mês de junho receberam alta médica do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, resultou na distribuição de mais de 300 unidades da espécie entregues à famílias de 17 municípios da região sul da Bahia. A iniciativa – uma parceria do HMIJS com o Horto Florestal da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), ambas instituições do Governo da Bahia -, ocorreu durante todo o mês, quando se comemorou o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho) e o Junho Verde, uma campanha de conscientização sobre a preservação ambiental, que busca sensibilizar sobre a importância de cuidar dos biomas e espécies, além de mitigar os impactos da degradação ambiental.

Desde o início da parceria, em 2023, já foram distribuídas mais de mil mudas da espécie, árvore nativa do Brasil cuja exploração foi a primeira atividade econômica realizada pelos portugueses no século XVI. A exploração dessa árvore foi tão intensa que a espécie quase foi extinta. Ainda hoje, de forma ilegal, a madeira é exportada para a Europa, onde é valorizada na fabricação de arcos de violino. Antes disso, era usada por povos indígenas na pintura corporal. A palavra Brasil significa “vermelho como brasa”, de onde derivou o nome do país.

Iniciativa ambiental

Nesta nova etapa da campanha, 54,2% das mudas foram entregues a famílias de Ilhéus, seguido do município de Itacaré, com 8,7%, e Mascote com 5,2%. Puérperas residentes em Valença, Uruçuca, Una, Teolândia, Santa Luzia, Maraú, Itagibá, Itabuna, Apuarema, Arataca, Camamu, Cairu, Canavieiras e Gandu também foram agraciadas pela iniciativa ambiental.

A proposta do hospital – instituição gerida pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS) – durante todo o mês, foi de que cada criança nascida na unidade recebesse uma muda da árvore com o objetivo de ser plantada no bairro onde reside, numa área rural ou no quintal da própria casa. A campanha sempre traz, em sua essência, a representatividade da vida e da defesa da natureza. Os pais enviam as fases de crescimento das árvores plantadas, com a presença dos filhos também em desenvolvimento. Desde a primeira etapa da campanha, o hospital recebeu imagens de moradores de mais de 40 municípios onde as mudas já foram plantadas.

Referência

O Hospital Materno-Infantil tem 105 leitos de internação, sendo 10 de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neo) e 25 de semi-intensiva; capacidade para atender urgências e emergências de toda a região; além de cinco leitos no Centro de Parto Normal Intra-hospitalar. Está estruturado para a assistência ao parto de risco, gestação de alto risco, cuidado intensivo e intermediário neonatal e cuidado intensivo e clínico às crianças. É a única unidade hospitalar da Bahia habilitada pelo Ministério da Saúde para atendimento aos Povos Originários. O funcionamento é 24 horas, com acesso por demanda espontânea e referenciada, integrada aos pontos de atenção primária.

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No mês do meio ambiente, Fider Pescados reforça compromisso com a sustentabilidade com proteção da fauna e flora e conscientização dos colaboradores

Junho é o mês do Meio Ambiente, oportunidade para debater os impactos das ações humanas no planeta e fortalecer o compromisso coletivo com a preservação dos recursos naturais. Na Fider Pescados, sediada em Rifaina (SP), esse compromisso está presente de forma estruturada e contínua em toda a operação da empresa. “Sustentabilidade é parte essencial da nossa identidade e está integrada a cada etapa da cadeia produtiva. Mais do que uma diretriz institucional, é uma prática diária”, afirma Juliano Kubitza, diretor da Fider Pescados.

 

Reconhecida como referência no setor de pescados, a Fider implementa uma série de iniciativas voltadas à responsabilidade ambiental. Entre as principais ações estão: recuperação de áreas verdes, com o plantio de espécies nativas e incentivo à conservação da biodiversidade local; reciclagem de embalagens, que contribui para a redução do descarte inadequado e fortalece a economia circular; proteção da fauna e da flora, por meio de práticas que respeitam os ecossistemas no entorno das unidades operacionais; e educação ambiental, com programas de conscientização que estimulam colaboradores a adotar atitudes sustentáveis tanto no ambiente de trabalho quanto na comunidade.

 

“Essas iniciativas reforçam o compromisso da Fider Pescados em aliar desenvolvimento econômico à responsabilidade socioambiental, contribuindo ativamente para a construção de um futuro mais equilibrado e sustentável. Produzir alimentos de maneira consciente é uma meta permanente da nossa empresa”, ressalta Juliano Kubitza.

 

Sobre a Fider

A empresa, sediada em Rifaina (SP), conta com moderno complexo de criação e indústria, com respeito ao meio ambiente, à qualidade da água e às pessoas. Produtos da Fider abastecem as principais cidades do Sudeste além de exportação para sete países, incluindo os Estados Unidos. Mais informações em www.fiderpescados.com.br e nas mídias sociais @fiderpescados

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Ilhéus promove mobilização sobre a Doença Falciforme na Praça JJ Seabra

 

Com objetivo de informar e sensibilizar a população sobre a doença

Na manhã desta terça-feira (17), a Praça JJ Seabra, no centro de Ilhéus, foi palco de uma importante mobilização em alusão ao Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme, celebrado em 19 de junho. A ação foi promovida pelo Programa de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme de Ilhéus (PRODOFI) da Prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde em parceria com a Associação das Pessoas com Doença Falciforme de Ilhéus (APEDFI), Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e Banco de Sangue de Ilhéus.

Com o objetivo de informar e sensibilizar a população sobre a doença falciforme — condição genética e hereditária com alta prevalência na Bahia — os organizadores distribuíram panfletos, dialogaram com o público e reforçaram a importância do diagnóstico precoce e do cuidado contínuo com os pacientes.

A coordenadora do PRODOFI, enfermeira Priscila Imbassahy, destacou os impactos da doença e o desafio enfrentado pelas pessoas acometidas.
“É uma doença caracterizada por alteração nas hemácias, o que provoca anemia crônica, crises de dor, icterícia e lesões em órgãos. Por atingir majoritariamente a população negra, ainda é cercada por estigmas e marcada pelo racismo estrutural. Essa mobilização é para dar visibilidade à causa e reafirmar o nosso compromisso com os pacientes”, disse.
Ela também agradeceu à Secretaria de Saúde de Ilhéus pelo apoio. “Reconhecemos a sensibilidade da gestão municipal, através da secretária Sonilda Mello e da diretora da Média e Alta Complexidade, Sheilla Mello, que têm acolhido as demandas do nosso serviço”, completou.

A presidente da APEDFI, Noêmia Neves, reforçou a urgência de combater a negligência em relação à doença.
“A doença falciforme não é contagiosa, mas é grave e mata. Temos um programa municipal que atende pacientes de Ilhéus e municípios pactuados, mas é preciso que os profissionais de saúde estejam mais preparados para lidar com essa condição com dignidade. Infelizmente, mesmo após 115 anos do diagnóstico científico, a doença ainda é invisibilizada, inclusive por familiares”, alertou.
Ela também fez um apelo à população: “É preciso conhecer os sintomas, buscar diagnóstico e aderir ao tratamento. Doença falciforme precisa ser falada, debatida e enfrentada com seriedade”.

A mobilização reafirma o compromisso coletivo com o cuidado, o acolhimento e a luta contra o preconceito e a desinformação em torno da doença falciforme, contribuindo para salvar vidas e promover mais dignidade aos pacientes.

Por Cátia Gomes / ASCOM SESAU (mais…)

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*Referência na região sul, Hospital Materno-Infantil tem mais de 3.600 atendimentos registrados em maio; números de internações e exames bateram recorde*

 

Referência na assistência hospitalar no sul da Bahia, o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, realizou no mês de maio, o número recorde de 3.662 atendimentos de pediatria (1.868) e obstetrícia (1.794), sendo uma das unidades mais atuantes do Território Litoral Sul. O número de internações também foi destaque na unidade: 1.415. Exames, entre ecocardiogramas, raio x, tomografia, ultrassonografia e exames laboratoriais, alcançaram a marca de 7.499.

Neste mesmo período, 158 cirurgias gerais foram realizadas por profissionais médicos da unidade, sendo que 13 recém-nascidos ficaram internados na UTI Neonatal e 25 na UTI Pediátrica. Antes da inauguração do Hospital Materno-Infantil, uma obra do Governo do Estado gerida pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), Ilhéus não contava com leitos de UTI Neonatal e os recém-nascidos, quando necessitavam transferência, eram encaminhados para unidades de outros municípios baianos, inclusive Salvador.

Testes de triagem

As mulheres que dão à luz no HMIJS, têm assegurados aos seus filhos, importantes testes de triagem, a exemplo do teste do olhinho, linguinha, coraçãozinho e orelhinha. Em mais foram 1.127 testes realizados. Único hospital da Bahia habilitado pelo Ministério da Saúde para atendimento especializado aos Povos Originários, o Materno-Infantil atendeu em maio 275 indígenas, entre mulheres e crianças.

“Todo o projeto do hospital está baseado na humanização do cuidado, nos direitos da mulher e da criança e na consolidação do Sistema Único de Saúde, que são princípios da nossa ação de trabalho”, destaca a diretora-geral Domilene Borges. O hospital é um dos mais modernos do Brasil.

Reconhecimento

Milla Adami esteve internada no Alojamento Conjunto da unidade com seu bebê recém-nascido entre 11 e 13 deste mês. Ao receber alta, registrou um carinhoso bilhete para a equipe. “Deixo o meu muito obrigada (…). Que vocês continuem trilhando esse excelente trabalho. Vocês foram perfeitos em tudo”, relatou. “É um hospital que a gente consegue perceber um atendimento humanizado, respeitoso. É uma estrutura com a presença da tecnologia e com um olhar atencioso dos profissionais com crianças e mães”, assegurou Fabrine dos Santos, agente popular de saúde do Programa de Formação de Agentes Educadoras e Educadores Populares em Saúde (AgPopSUS), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na Bahia, que visitou o hospital na semana passada.

Estrutura

O hospital tem 105 leitos de internação, sendo 10 de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neo) e 25 de semi-intensiva; capacidade para atender urgências e emergências de toda a região; além de cinco leitos no Centro de Parto Normal Intra-hospitalar. Está estruturado para a assistência ao parto de risco, gestação de alto risco, cuidado intensivo e intermediário neonatal e cuidado intensivo e clínico às crianças. O funcionamento é 24 horas, com acesso por demanda espontânea e referenciada, integrada aos pontos de atenção primária.

Para além disso, a unidade pediátrica consta de 23 leitos e mais 10 leitos de UTI pediátrica, que serão 100% regulados. Além da realização de partos e da internação, o hospital oferta atendimento ambulatorial especializado em pré-natal de alto risco, consultas especializadas em obstetrícia, cardiologia, enfermagem, nutrição e psicologia. O HMIJS funciona também como um polo de desenvolvimento de ensino, reunindo formação acadêmica, pesquisa e produção de conhecimento científico e tecnológico em saúde. Já realizou mais de 10 mil partos.

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*Agentes de Saúde formados pela Fiocruz elogiam o Materno-Infantil de Ilhéus: “estrutura com tecnologia e olhar atencioso dos profissionais”*

Agentes populares de Saúde do Programa de Formação de Agentes Educadoras e Educadores Populares em Saúde (AgPopSUS), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na Bahia, realizaram uma visita técnica ao Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio (HMIJS) em Ilhéus, unidade da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) gerida pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS). A visita teve o objetivo de fortalecer a relação entre a comunidade e o SUS, ampliando a compreensão do funcionamento da unidade com os serviços oferecidos e sua dinâmica do atendimento.

O programa do Governo Federal, coordenado pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) do Ministério da Saúde, teve seu percurso iniciado no final de 2023 e, desde sua construção, foi feito em produção coletiva, dialogada e baseada nas experiências anteriores de formação de Agentes Populares de Saúde.


Força popular

A formulação do AgPopSUS foi inspirada na formação de lideranças comunitárias e de movimentos sociais populares, que durante a pandemia de Covid-19, atuaram como Agentes Populares de Saúde e Agentes Populares de Saúde do Campo.

De acordo com a educadora Priscilla Lessa de Mello, que integrou a comitiva que visitou o HMIJS, a iniciativa tem a educação popular em saúde como método, caminho e horizonte de experiência para promover a participação social no SUS. O objetivo geral do projeto é o desenvolvimento de Territórios Saudáveis e Sustentáveis, incentivando e valorizando as práticas tradicionais e populares de cuidado, a comunicação e a educação popular em saúde.

Agentes para o presente e futuro

Para a execução das atividades, em cada uma das 17 unidades federativas abrangidas pelo programa, a iniciativa conta com uma equipe estadual e educadores locais. O programa projeta operacionalizar a formação de 370 mil agentes até 2026 e demonstra o reconhecimento do governo sobre a importância da participação social e do envolvimento dos movimentos sociais na construção do SUS.

A Iyakekerê Fabrine Ferreira dos Santos, assentada no Projeto de Assentamento Federal Dom Helder Câmara, na localidade rural de Banco do Pedro, em Ilhéus, é uma das beneficiadas pelo programa. Educadora, pedagoga, ela é formada como Agente Popular em Saúde pela Fiocruz, através de uma parceria com o Terreiro Ilé Axé Odé Omi Ewá.

Humanização

Com a visita Fabrine diz que pôde perceber o quanto é importante o momento de conhecer as estruturas do hospital, mas, também, a forma como as pessoas são atendidas. “É um hospital que a gente consegue perceber um atendimento humanizado, respeitoso. É uma estrutura com a presença da tecnologia e com um olhar atencioso dos profissionais com crianças e mães”, assegurou.

De acordo com a educadora, iniciativas como estas, de conhecer espaços de saúde como o HMIJS, fazem com que os agentes de saúde popular possam multiplicar e mostrar a importância dos direitos e deveres dentro de um espaço de atendimento de saúde. “Me chamou a atenção o olhar com as gestantes de camadas mais vulneráveis da sociedade, o respeito com as etnias e os povos originários, com o preto, o periférico”, disse, acrescentando que, orientar sobre tudo isso é garantir para as pessoas um atendimento digno dentro dos territórios periféricos.

Referência

O Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio é a primeira maternidade 100% SUS da região sul do Estado. Foi construído pelo Governo da Bahia e entregue em dezembro de 2021. Possui 105 leitos para obstetrícia, partos normal e de alto risco, pediatria clínica, UTIs pediátrica e Neonatal. Nestes três anos de funcionamento ultrapassou a marca de 10 mil e 700 partos. Destes, 421 bebês indígenas.

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